sábado, 17 de maio de 2008

The peace.

Ela assoava levemente o nariz, e limpava as lágrimas com a ponta de seus dedos. Se debruçava sobre a mesa e a deixava molhada como uma correnteza. Não sabia para onde ir, queria correr, não estar alí. A única coisa que desejara, era estar no sofá da sala com sua família. Ela apenas queria um "bom dia", um "eu te amo", um amor de família. Não se importava se tivesse ou não o mísero e maldito dinheiro, se houvesse folhas de papel, caneta, sonhos e sua família, com amor. Ela não teve a coragem de se quer soltar uma palavra, pois se sentiu culpada. Apenas subiu as escadas, sem ao menos soltar um barulho ao andar. Sentou. Chorou. E lembrou, como sempre, da perda de seu herói e de sua amiga. Pegou um pedaço de papel, colocara sobre a lição e escreveu, desabafou, e pediu amor. Escorriam lágrimas sobre os papéis, apenas desejava estar sem vozes ao seu redor, sem pessoas, sem o mundo. Resolveu então pedir aquele amor, junto com a paz, interior e exterior. Para poder ir dormir, e poder sonhar, que era a única maneira que Carolina conseguira se realizar.

Drivin me wild.

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