segunda-feira, 28 de julho de 2008

Crescer com medo.

Medo do medo, do escuro, do barulho, das pessoas. Ela andava pela rua como se fosse perseguida pela bomba que explodisse sua alma e a faria morta. "Menina pare de pensar besteiras", era o que ela ouvia. Tinha medo de arriscar e pedir, de desculpar e sorrir. Escreveu cartas que nunca foram enviadas, ou até mesmo correspondidas. Tinha medo que achassem fraqueza em seu olhar, sua única dádiva era ser forte. Começou a ser igual a uma pedra com sua força e quebrou corações. Começou a quebrar corações e ilusões. Começou a enterrar pessoas vivas, pra ver se as esquecia, e assim dormiria em paz, uma vez na vida.

Drivin' me wild.

Um comentário:

Angélica Maria disse...

Tô viciada nos seus textos, adorei! :*