quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Let's Talk...

Chegue mais pra perto, me traga um café. Olhe nos meus olhos, como se fosse conversar com minha alma. Só queria pedir que me contasse um segredo, não levaria mais que uma vida. Conte-me sobre os seus dias, os que eu estive e os que você me esqueceu. Diga-me sobre como é deixar as pessoas. Pode falar, não irá doer mais do que já acontece. Aproxime-se mais de mim, e fale de todo coração como é viver. Pegue alguns álbuns velhos de fotos e veja se ainda restam recordações do dia em que eu ainda era alguém pra você.

Drivin’ me Wild.

Sgt. Carol's Lonely Hearts Club Band.

Para que viver? Se isso tudo resulta em uma única certeza: a morte. Às vezes não tenho nem ao menos vontade de acordar. Queria mesmo permanecer tudo do jeito que estar. Seria conformismo meu? Talvez. Amanhã tudo acaba mesmo. Que sentido eu tenho para amar? Para acreditar? Para viver? As pessoas deviam mesmo continuar nessa farsa que é a vida delas, só para não cair na realidade que eu vivo, sacrificando cada segundo pensando no que pode, ou não, acontecer amanhã.

Drivin' me Wild.

sábado, 15 de novembro de 2008

Letters.

É como se as cartas escritas não tivessem remetentes. É como se o autor tivesse morrido por dentro. Começava com um lindo "bom dia" e terminara com a dor de um novo anoitecer. De tão corroída pelo tempo, cansou de tentar. De tão cansada de tentar, largou de tudo que pudera amar. Ah pobre anciã da dor, parecia não mais sustentar aquilo que a erguia durante muito tempo. Se um dia as cartas não obtiverem respostas, é que tudo acabou.

Drivin' me wild.

sábado, 8 de novembro de 2008

Baile de Máscaras.


Por essas ruas de São Paulo, onde meus avós pisaram, estou eu aqui hoje. Eles que antes pisavam no barro da cidade da garoa, eu hoje piso no asfalto duro da cidade de concreto.


Nesses 80 anos, desde a quebra da Bolsa de Valores de Nova York (1929), São Paulo mudou. Passou de uma cidade da insdústria cafeeira para uma das maiores economias mundias. A cidade "chave" no nosso país, onde tudo gira em torno dela. Cidade da loucura e dos sonhos impossíveis. O lugar por uma grande evolução, tanto nos aspectos positivos e negativos, onde a cada momento crescem oportunidades e novas idéias.


Ah, grande São Paulo! Dos sorrisos mais simples e sofridos nas ruas e do outro lado as mansões "encantadas" que ostentavam e ostentam falsos luxos.


Drivin' me wild.

Wild.

Às vezes me pego pensando em muitos por ques. O por que da morte, o da vida. O por que do amor e na maioria das vezes o por que da dor. O ser humano na verdade não precisa do dinheiro, do luxo e da mentira, ela precisa da coisa mais simples, mas que ninguém mais é capaz de dar: o amor. Por que é tão difícil abraçar um amigo e falar um: eu te amo, ou acordar do lado de uma pessoa que passou a vida toda do teu lado e sorrir, agradecer por um minuto por estar alí. Por que as pessoas hoje em dia são tão crueis, matando uma as outras sem dó, nem piedade? Por que o mundo é feito de rotina, desiguldade e escuridão? Se algum dia alguém pudesse me responder um desses "por ques?" eu realmente, me sentiria feliz.

Drivin' me wild.