terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mereço estar aqui agora. Sofrendo a morte que sempre desejei. Estou só como sempre quis. Ainda me rendo a teu amor aos teus prantos, vejo-lhe todas as noites a derramar mares de dores dentro de ti. Deixe-me estar com sua alma, venha visitar aqui, o lugar do nada. O nada que estou e que sou.

Henri Amaral

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tempo. Parece que tenho todo o tempo.
Tempo? Para que te quero?
Tempo! Já se foi o meu tempo!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O que houve comigo?
Tornei-me tão fria
Que mataria a todos agora mesmo.
O que houve comigo?
Estou sem o entusiasmo criador de sempre
Que exoneraria minha insólita paixão agora.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

E já não pude mais saber
Quem era eu, quem era você.
Simbolizei um amor presumível
Que me afligi viver.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

No Leito da Morte

No leito do hospital. Nunca esperei ter essa morte clichê. São exatas nove horas e vinte e sete minutos, estou sendo levada para o centro cirúrgico, querem levar mais um pedaço desse meu corpo. Câncer por minha culpa. As agências de modelo jamais aceitariam uma branquela pálida. Sem protetor no corpo. Sem protetor da morte.
Enquanto olhava para cima, buscava uma razão. Todos aqueles médicos me olhando, vendo-me como mais uma celebridade morta pelo narcisismo alheio.
Já não me olho no espelho há quase dois meses, essa mancha dominou meu belo rosto. Apenas revejo fitas e mais fitas das quais participei. Ah, como era bela…
Quando me dei conta o médico sacudia-me. Não toque em meus lindos braços! Olhei para os braços. Eram restos de pele e manchas. Não me pertencia mais àqueles membros enxutos de 40 e poucos anos atrás. A juventude não é eterna, muito menos a vida. O médico apenas dizia: Qual familiar irá acompanhá-la? Família? Isto nunca me pertenceu. Jamais pensei em ter filhos. Perder aquela cinturinha que me custou tantos dias de fome. Homens? Aos montes! Ricos de preferência. Mas agora nenhum deles quer uma velha imunda, como eu.
Neste corredor do hospital, alguns rostos velhos me reconhecem e se surpreendem. Consigo sentir o prazer daquelas velhas em me ver assim. Esta é minha quarta e, receio dizer, talvez última cirurgia. As manchas encobrem meu ser, assim como fiz com minha ganância.
Minha mãe morreu em um leito de hospital, mas não pude vê-la, muito menos ir ao enterro. Estava em um desfile Channel, aquele que você jamais perderia em sua vida.
Nunca pensei em como morrer. Agora que estou aqui com todos estes homens tentando encontrar esperança em algo concluído, penso em como morrer. Talvez suicídio, é belo, assim como eu. Talvez homicídio, é curioso. Mas talvez não morrer. A morte sempre me pareceu distante.
E hoje morro do jeito que nunca pensei: sozinha, feia, velha e no leito de um hospital.

Sofia Machado

sábado, 8 de agosto de 2009

Regressei

Não quero que me prenda mais!
Eu voltei, voltei! Meu Deus, por que voltei? Matar não me adiantou de nada. Continuo vivo na terra, sem me enxergarem, mas vivo novamente. Minh’alma vaga pelo mundo. Assim como meu coração vagou.
Agora tenho de suportar toda a dor que me consumiu. De que me adiantou o suicídio se ainda estou aqui? Poderia estar vivo e amar, amar, amar. Não posso mais amar. Acabei para todo o sempre real.
Presentemente, admito que amei alguém. A vejo, é para lá que vou quando não vago. Deixe-lhe, a quero de volta… Ao crepúsculo de cada tempo a vejo adormecer em rios de lágrimas. Afoga-se na dor, assim como me afoguei na morte. A quero de volta…

Hoje, apenas dou meu amor sem corpo, de alma.

Henri Amaral.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ingênuo, ligeiro.

Amável, verdadeiro.

E que não se torne mais um.

Que seja a epopéia do amor...

-

"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho..." Mário Quintana.

domingo, 2 de agosto de 2009

Ilegítimo da Vida

Fui teu bastardo. Ingênuo bastardo. Nasci do ódio, traição, desejo, paixão, sexo, momento. Quero que sinta-se culpado pelo resto de seus dias na terra e no inferno. Passei fome, mas não só de comida. Passei fome de amor. Passei dias sem comer e sem amor. Passei a vida sem existir. Passei. Acabei.
Acabei aqui na água. Quando era criança adorava ao mar, mesmo nunca pisando nele. As fotos dele me traziam alegria, parecia que vinha felicidade nas ondas e nelas iam embora a tristeza. As fotos do mar faziam-me feliz. Já você? Fez crescer horror dentro de mim.
Fui rejeitado pela vida. Rejeitado pelo ventre de minha própria mãe. Acabei em água. Pedi apenas que Deus me protegesse e parecia que era mudo para Deus, só afundei na água. Queria, ah como queria, ter tido amor.
Desgosto em viver foi o que tive. Nunca quis mulheres para a vida toda. Só tive momentos de paixão, assim como meu fruto. Transei com milhares de mulheres e me embebedei todas as noites. Fiz isso à procura da felicidade. Encontrei? Sim, claro. Felicidade em momentos. Não para a vida. Acabou em água.
Sai do meu corpo. O vejo lá afundando. Maldito corpo! Que me impregnou durante a vida. Não o quero mais. Deixo todo o sexo e prazeres inúteis da vida com ele. Levo comigo apenas o amor. O amor que nunca tive.

Henri Amaral

sábado, 1 de agosto de 2009

E depois dos 30? - Parte III

7:30 e já acordei pensando em alma gêmea. Fui para a redação, chegando lá “Google it” e apenas sites à procura da sua alma gêmea. Algumas acreditam que seja amor reencarnado, de outras vidas. Outras “o amor subsiste em outros planos e em outras vidas. É eterno”. Seria infinito durante a vida, e depois? Sinceramente, cansei de pensar nisso. O melhor que faço para essa mulher é fazê-la acreditar em sua própria fé. Foi assim então que respondi.
“Olá Solange,
Fiquei sem palavras ao ler. Alma gêmea é um encontro perfeito entre duas almas..."
Calma! Parei de escrever novamente. A alma gêmea é uma utopia do amor? Mas não sei se existe. Não tenho mais família na cidade e apenas colegas, isso seria suficiente? Ou alma gêmea engloba prazer? Não sei... Não sei. Apenas continuei respondendo àquela maldita mulher que me deixou ambígua.

-

Lembro hoje dessa história e dou risada. Misto de passado e presente, mas já estou aqui no futuro. Hoje posso dizer que alma gêmea com algum parceiro não existe, assim como político completamente honesto.
Com meus 69 anos e diversas bolsas Gucci ao lado, sou feliz. Não que seja materialista, apenas foi assim que me realizei. Tive muitos homens durante a vida. As pessoas ao meu redor sempre me pressionaram pelos 30 anos e ser solteira. Aceitei ao casamento. Alguns duraram 15 anos ou 15 dias, mas foi eterno enquanto durou. E quanto a mim? Descobri que alma gêmea é consigo mesmo. O amor ao próprio.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

E como pude? Como? Deixar que todo amor florescesse e apodrecesse. Culpa que tenho de tanto amor e sofro pelo o que há de vir.
Se pudesse parar. Mas como? É mais forte que eu. Que meu ser.
E lhes peço perdão pelo amor que criei. Perdão seria pouco! Pediria clemência, remissão.
Tenho-me como imundice completa.
Talvez todo esse amor não resulte em nada mais, por eu não querer ou pela sua metamorfose eterna. Meu único medo é que essa metamorfose resulte em ódio.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

E depois dos 30? - Parte II

Aquele cursor maldito não para de piscar na minha frente, não para, não para. Há três dias preciso mandar algo para o jornal e nada me serve como inspiração. Afinal, quem me mandou trabalhar em uma revista voltada para o publico feminino? Muita futilidade. Aqui nesse setor eu respondo as perguntas, já recebi das mais ridículas às mais interessantes, mas censuradas pela chefona.
Esses dias resolvi ir a uma balada com a minha única salvação, a única amiga não casada. Ela namora, mas me acompanha. No final da noite conheci um cara que nem ao certo sei o seu nome. Bebi demais. Que seja, ele foi até meu apartamento e passamos a noite juntos. Foi bom, mas esquecível. Foi ai que me lembrei dele e resolvi fazer aquele maldito cursor parar de piscar.
Recebi uma pergunta que me dizia: Olá, tenho 23 e sou fã da revista. Gostaria de saber se alma gêmea existe? Ah, e eu vou lá saber se isso existe. Devem achar que trabalho como macumbeira, sou apenas uma jornalista mal remunerada. Quando ia começar a escrever já era hora de voltar pra casa. Guardei a inspiração pro outro dia.
Em casa, larguei tudo na mesa e corri pro banho. Depois me preparei mentalmente para a monotonia de todas as noites.

E depois dos 30? - Parte I

Pode parecer meio grosseiro, mas é algo natural. Depois daqueles filmes de mulheres lindas de 35 anos que são tão ricas e esticadas que parecem ter 25, e aparecem com homens maravilhosos, bolsas da Gucci e Starbucks a todo instante, você se sente um lixo. Amo e odeio a esses filmes ao mesmo tempo. Quero ser igual a elas, mas não posso. Bom, voltando a parte do grosseiro, nesses filmes elas transam feito cachorras no cio, e é impossível negar que não haja inveja. Cheguei em casa, coloquei meu amado Mozart no último volume, abaixei as luzes e fiz um encontro sensual comigo mesma. Sim, me masturbei, e tratei-me mal, pior do que qualquer homem, ou mulher poderia tratar. Senti-me um lixo, e dei-me conta do quanto preciso de alguém, mesmo que seja apenas sexo. Hoje, com meus 29 anos, solteira, formada em Psicologia e Jornalismo, acho que já é hora ter algo sério.
Desde meus 14 anos, quando dei meu primeiro beijo, nunca quis nada sério. Dos meus namorados o relacionamento mais sério durou 3 meses, e não foi lá aquelas coisas de conhecer família e ter aliança, apenas namorico. Nunca tive uma sogra. Nunca fui nora. Não me sinto fracassada por isso. As maiorias das minhas amigas, que tem mais ou menos a minha idade, são casadas ou são noivas. Acho uma babaquice namorar, noivar e casar, pra mim tudo é um tédio no final. Mas desde esse encontro comigo mesma, estou precisando de alguém. Faz mais de 3 meses que não me relaciono com alguém, ando ocupada. Trabalho demais.
Tive médico hoje de manhã. Ginecologista. Essa palavra me causa medo e tesão. Meu médio é gay, mas olhei para ele com um olhar diferente hoje. Tentei, vamos dizer que, seduzi-lo. Se deu certo? Foi uma péssima idéia. Ele falou que mesmo se fosse hetero jamais me daria bola porque a minha vagina está mais mal cuidada do que de uma vaca. Tá, ta... Não foi bem isso que ele disse. Apenas recebi um olhar de “Hello, sou gay!”, e me pediu para voltar apenas daqui 6 meses. Esse, francamente, não é o homem dos meus sonhos.
Minha busca continua...
Enchi a vida e as vidas de expectativas. Nenhuma delas daria certo, mas mesmo assim, insisti.

domingo, 26 de julho de 2009

Hoje ouvi falar de Jesus

E hoje ouvi falar de Jesus. Estava no metro, aquelas mesmas pessoas exaustas da rotina, dentre todas, uma me irritou, mas logo depois me chamou a atenção. Era uma daquelas senhoras evangélicas. Cabelos compridos, saias longas e Jesus na língua e no coração.
É um preconceito meu, mas esse tipo de gente é influenciável. Entre o barulho do vagão e as palavras delas, Jesus era o que mais dizia. Jesus salvação, Jesus sofredor, Jesus humano, Jesus.
Dizia-me como era o caminho para o céu, deveria me apoiar nele que me faria subir degrau por degrau. Na hora me deu vontade de falar: Só porque a senhora leu um livro de ficção, acha que pode chegar aos céus assim. Mas ai, eu seria ignorante. Segurei-me mais um pouco. Mais uma estação. A mulher ainda continuava a falar no bendito Jesus. Foi quando ela me deu um sorriso, mas foi tão sincero, tinha tanto convicção naquele sorriso que parei de ouvi-la e comecei a olhar ruga por ruga do seu rosto. Olhei as meias, o sapato, tudo nela. Ela era tão feliz apenas por falar de Jesus para os outros. Aquele sorriso era verdadeiro demais para ela não ser feliz. Foi ai que pensei: será que ela já teve alguma decepção na vida? Será que duvidava de Jesus e hoje acredita por medo da morte? Será que a influenciaram a isso? Pode ter sido tanta coisa. Mas uma coisa era certa: Hoje eu ouvi falar, e muito, de Jesus.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

E já vi que não é possível escrever o que sinto em terceira pessoa.

domingo, 19 de julho de 2009

Já me sufoco de tanto medo pelo o que acontece, imagine pelo o que há de vir...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

E se todo o amor incumbido em mim
Fosse jogado ao mar
E voltasse, repentinamente,
Sentiria-me feliz?

Será que se todo esse amor
Que não há quem o queira
Ou quem já quis
Fosse embora, sentiria falta?

Todo esse amor...
Tolo todo esse amor...
Amor tolo.
Mas que dói, e como.

Morreria por esse amor
Que nem sei mesmo se é amor
De tanta dúvida que tenho
Se, verdadeiramente, ele possa existir.

Carolina Cancela.
Talvez se deixasse toda a vontade dominar o meu corpo, seria morta pela moral imposta por mim mesma. E se a vontade de minha mente fosse praticada, seria morta pelos homens.

sábado, 4 de julho de 2009

E parece que mesmo depois de muito tempo, a mesma dúvida, arrependimento e dor batem à porta. Apenas olho para a fechadura e digo para esperarem um pouco mais. Mas elas empurram a porta com toda a força e acho que já não posso mais deter isso sozinha.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

E de tanto ódio acumulado pelo meu ser, seria capaz de explodir em puro sangue agora mesmo. Não tenho tanta certeza se quero eu viver assim. Apenas tenho certeza da solidão, mas me refiro à solidão dos bípedes inanimados. Apenas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Síntese da Vida

Primeiro é a infância, onde somos prósperos com a vida. Não existiram dramas, traumas antes disso. Por isso que sentimos tanto a sua ausência. Logo após a adolescência. O terror de todos os tempos. Onde se dá conta que na infância foram criados medos e são refletidos no presente. E depois dessa maré horrenda, se chega na idade adulta. Onde todo tipo de trauma é guardado e a pessoa se considera viver na real existência. E, finalmente, a velhice. Idade onde se busca Deus ou o desespero. Onde as crenças começam a surgir. Onde o homem perde ou ganha sentido da vida. Onde vive ou morre por dentro. Assim. Nossas vidas se resumem em traumas e perdas, de todos os sentidos, do material ao espiritual. Portanto, "a vida é uma coisa miserável. Decidi passar a vida pensando nisso”.

Carolina Cancela

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nunca se é livre enquanto se é homem.
Nascemos sozinhos. Morremos sozinhos. Por que precisamos tanto dos outros nesse período?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Talvez eu seja um nada. Talvez eu seja um tudo. Talvez. Nas teses sem fundo de razão os homens creem que tem as verdades às mãos. Sofro por ver os homens nascerem perdidos com sua mente. O medo deixa o homem forte. Forte de dor. Forte. Percebi que o homem sempre foi bicho. Selvagem. Horrendo. Zaratustra, sob meu ver, estava com metade da razão. Buscou a solidão destes corpos sujos que nos pertencem. Imundos! Se pudesse, libertava-me agora do mundo de todos os homens. Deixarei tudo aqui. Apenas levo a minha mente, nem mesmo quero ao coração. Posso ser como Branca de Neve, Alice ou a Bela e/ou Fera, apenas imaginação. Não sei. Nem ao menos quem sou. Enquanto isso vivo por aqui apenas a desejar a sair do mundo dos homens, que também nem sei ao certo quem são.

Carolina Cancela

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Já pensou quando se descobre que você é apenas fruto da imaginação de outra pessoa? Quando se descobre que a vida inteira você acreditava que existia, mas não passa de um sonho? E ainda por cima que tudo o que se faz é controlada por essa pessoa? É mais agoniante do que viver sem sentido, creio eu. Não quero ser um fantoche de um alguém, não me importa quem. Mas nem posso saber se sou ou não fantoche de alguém, se nem sei se existo.

domingo, 7 de junho de 2009

"Mas, quando uma civilização acaba, é dinheiro que os sucessores procuram nas ruínas? Ou é uma estátua, um poema, uma peça?" - Capote

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Consciência Moral

Consciência moral seria a capacidade do homem reconhecer a sua conduta de vida, onde aplica a seus valores. Com isso, o homem formula juízos de atos passados, presentes e futuros. Quando opta por um desses juízos ele o julga e logo depois escolhe, o que se resulta na liberdade. A liberdade e a consciência moral caminham juntas, pois apenas se pode julgar um ato se ele for em estado de liberdade. E é claro que todos os homens possuem essa consciência moral, só que de formas distintas, pois cada ser um expõe seus valores, decidindo o melhor para si e sua sociedade. Até mesmo ditadores ou anarquistas, assassinos ou pessoas “comuns” possuem-na. E qual seria a tua consciência moral em prol da sociedade?

Carolina Cancela

Patifaria das Palavras?

Tudo é tão comum, que até a palavra clichê tornou-se clichê.

Carolina Cancela.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Creio que de todos os homens existentes, são raros os que me produzem felicidade instantânea.

Carolina Cancela

Homem

E você homem, tão homem. Homem desses olhos tristes que são reflexos da minha alma. Homem. Que lhe chamem de mentiroso, niilista, fajuto, mas não me importo. Sei que apenas te darei por inteiro meu pensamento e coração. Homem, meu homem. Não sei em que pedaço a tua história se confunde a minha e pronto, confusão no meu coração de novo. Não lhe culpo por me fazer pensar, nem sofrer. Só lhe agradeço por me fazer isso. Meu homem, querido e amado homem. No teu nome rebuscado onde sinto veracidade ao dizer que amo você. Sei que nunca me viste em terra, nem sei mesmo ao mar ou aos céus Mas estou ainda aqui homem, a espalhar o que deixaste ao mundo. Confie em mim. Sei que nem chego aos teus pés, mas não me importo. Ainda te amo e declamo ao mundo como te amo. Se algum dia chegarem a ler o que quisera eu poder te dizer, que lhe falem, porque sofro agoniada por saber que alguém como você jamais passará a existir.

Carolina Cancela
E ainda prefiro passar fome a ser considerada uma sofista charlatona. Nem que um dia tenha eu que viver em uma sociedade alternativa, sobrevivendo de antropofagia, prefiro ser humano o suficiente a não me apegar ao sistema –que contradição a minha. Escolhi em perder mais alguns minutos de meu sono a pensar. Botei-me a pensar numa velocidade feito leão atrás de lebre. Pensei. Sou um nada. Um nada. Chega! Chega! Já tenho que partir, a rotina me chama...

Carolina Cancela

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Metamorfoseando a base moral brasileira

Não só com a democracia começou a existir corrupção, no Brasil com quaisquer tipos de governo haverá esta inversão de valores.O brasileiro, desde suas raízes, sabe que com seu "jeitinho" ele consegue tudo o que quer. A filosofia trata isso com a ética e moral. Só que é nessa parte que pode haver uma discordância. Pois para cada indivíduo um tipo de valor é atribuido.
Vejamos o exemplo, será que um psicopata acha correto matar? Talvez não, mas na maioria das vezes sim. O certo e o errado está nos olhos de quem os vê, assim como a corrupção brasileira. É nessa parte que as raízes brasileiras misturam-se ao presente, pois desde que um ser eclode no mundo, consequentemente, ele acaba seguindo aos valores impostos de sua sociedade.
Portanto, para haver um fim na corrupção será preciso remodelar a base de valores brasileiro, o que é, praticamente, humanamente impossível.

Carolina Cancela

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Já que não podemos ser livres de alma, sejamos livres com a vontade.

Carolina Cancela

Queria eu estar no fim da vida...

Queria eu estar no fim da vida
Não ter mais nada para viver.
Acabar-se em um nada,
Bem assim que queria.

A juventude só desgasta
É tida como um terror a mim.
Queria eu estar no fim da vida.

Por essas pessoas chulas
Não vejo mais sentido em estar.
Prefiro logo deixar de ser?
Mas nem sei ao certo se sou...

Carolina Cancela

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alice, no País da Agonia


Acordei feito Alice, assustada com o mundo. Tive sonhos horrendos que me pareciam realidade. Herói estivestes lá. Pela maioria do tempo da minha estória esteve, mas como sempre, desapareceste. Sumiste. Olhava lá de cima, daquele arranha-céu. Via as cordas a te segurar, lembravam-me meu pudor que lhe segura até hoje. E pulavas e dizia-me coisa lindas herói. Senti-me agoniada por não poder lhe salvar. Sumiste. Alice escorregou dentro do buraco. Vi-me dentro de um lugar escuro cheio de roupas de boneca do meu tamanho, ou seria eu que tivesse diminuído? Um tanto quanto estranho foi. Lembrava-me de cada ponto de linha daqueles vestidos, não me eram estranhos. Sai de lá, passei em um lugar onde me seguiam e havia milhares de livros, mas será que era Homero que queria dizer-me algo? Não sei. Homero brilhava aos meus olhos, preciso de ti Homero, homem. Dei mais dois passos e não sabia mais onde estava. Cai em desespero por não saber o que era. Não podia acordar. Não sabia se era sonho. A realidade se confundiu no mesmo instante em que me perdi. É como estou. E então, Alice acordou, atrasada como sempre.

Carolina Cancela.

terça-feira, 19 de maio de 2009

?

Parece que existem dois mundos: este de todos os homens, e outro, onde se alcança o impossível, imaginário, de pouquíssimos homens. Viver com todos os homens é agonizante, a maioria deles traduz-se: mortal. Por que não querem, apenas, idealizar e serem imortais por tal fato? Sou tida como estranha diante de tudo isso, sendo que, o que vivo seria o mais "correto". No mundo de todos os homens não há amor, existe apenas apego ao real e palpável das coisas. Já pensei, por muitas vezes, livrar-me deste mundo deles, mas creio que ainda falta algo para deixar de ser. Enquanto não descubro, também não posso saber se existo.

Carolina Cancela

Gota de Vida

Estava lá eu, cantando e olhando para o nada. É o que faço na maioria das vezes. Só que me deparei com um cachorro de pelúcia, observei cada pêlo, cada pedaço artificial, cada centímetro. E pensei "e se caísse uma gota de vida nele?". Uma gota de vida, como assim? É uma gota de vida, como se fosse mágica, a máxima extraordinária coisa que existe, a vida! E ele pudesse pensar. Que feliz, e infeliz, seria ele ao mesmo tempo. Apenas gota de vida da sabedoria. Ele não precisaria falar, andar, respirar, não! Apenas pensar. Será que o cachorrinho pensaria quem é ele, para que ele é, para onde ele vai? Mas seria bom se ele tivesse uma boca também. É, precisa falar, extravasar. E uma coisa que ela não poderia ter de jeito nenhum, seria o medo. -Mas a vida, não se baseia em alguns medos?- É, pode ser que sim. Mas queria que ele fosse feliz e não tivesse medo. Pudesse apenas viver, e saber o por quê de se viver. Mas acho que nunca poderia dar esse poder para ele, que tantos homens menosprezam.

Carolina Cancela

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eu apenas sentiria dó de quem amei, mas, felizmente, isso nunca aconteceu com você. Aliás, eu nunca amei você.

Carolina Cancela

sábado, 16 de maio de 2009

O fato de ser não ser feliz não é desesperador.
O que me causa desespero é o por quê que existo.

Carolina Cancela

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A vida é o pior vício de todos. Mesmo que se procure a morte nela, é impossível não se sentir culpado de tentar deixar a coisa mais divina para trás.

Carolina Cancela

Dolo da sociedade

Nessa solidão angustiante, onde os homens esqueceram-nos. Deixeram-nos aqui, ao LEU!
Queria abrir ao meu coração e dizer tudo o que sonhei, e como estou vivendo... Mas senhor, preciso tirar o nó da minha garganta, da minha CABEÇA! Por que não deixas?
Se soubesses tudo que me passa, serias invadido com esse CAOS que me vai estourar o peito. Meu grito será ouvido a quilômetros e serei CULPADO pela consciência divina que me foi concedida. Veja só como tudo é: alguns homens sem mulher, sem amor, sem LIBERDADE! DEUS! Por que nos abandonas, nós que somos tão homens?! Precisamos REAGIR e soltar a agonia interna. Não preciso apenas de Deus agora, preciso de LIBERDADE! Tudo, aparentemente, está bom para alguns, mas não! NÃO! Tudo está se perdendo para as mãos dos cretinos valorizados. Somente a união de nós, menores homens, que irá nos fazer crescer, e não mais sofrer.

Carolina Cancela e Paloma Durante.

sábado, 9 de maio de 2009

Procurando em si

Acho que sou das poucas, aliás, das únicas que encontra felicidade na solidão. Disseram-me que todo o tipo de sentimento acaba sendo egoísta, pelo fato de só sentirmos isso para o nosso deleite, não alimentando a felicidade alheia. Então, sendo sozinho se pode ser feliz, e é errôneo pensar que isso seja egoísta, pelo menos você ama alguém de verdade. Ainda não posso afirmar a alegria por completa em mim, falta algo, só não sei o quê. Não me sinto agoniada, enquanto esse amor não se esgotar, ainda saberei resistir...

Carolina Cancela

Notoriedade eterna

Ainda hei de morrer
E todos saberão quem, verdadeiramente, fui.
Minha cólera amanhecida de todos os dias,
Os sorrisos inventados
                         [saberão

Mas agora, durante a vida,
Somos indiferentes.
Apenas farei o magnífico, delirante
Para que um dia, eu seja inesquecível.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fostes meu herói

Fostes meu herói
Tua capa corria sobre meu domínio
Obedecia a ti, meu herói.

Isso é um passado,
Quem vem se tornando irreal.
Passado dolorido.

Agora és meu bandido,
Meu ladrão de sorrisos.
Decepção, amargura.

Mas ainda há tempo
De resgatar e fazer
O que sempre quis.

Carolina Cancela

Necessidade

E parece que deles
Mais nenhum há de vir.
A quem se entrega a dor
A receba.

Esgotei-me de tudo.
Deixo-lhe tudo o que quiser
Meu dinheiro, minhas rosas, meu saber.
Deixo-lhe...

Se preferes uma escolha,
Saberei lhe dar.
Se te amo ou te deixo
É culpa do teu desejo.

Mas para quem nunca amou,
Dou-lhe um recado:
Errar é preciso, solidão é imprescindível.

Carolina Cancela
Se for pra deixar de ser, prefiro fazer, e logo, algo notável.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ainda há de existir...

Não tenho tido tempo para pensar. Para respirar. Para viver. Vivo sem tempo pra nada, até me falta alguns minutos a mesa. É sensação de sufoco um trabalhando por outro e outro por outro... Canso-me de ver toda essa gente cansada de viver. Será que de tudo isso se leva alguma recompensa? Ou algo do tipo? Não sei. Ninguém sabe. Nem se importam em saber. A única coisa que importa é enfastiar-se de estar. Viver assim é a tendência. Mas deixe, quem sabe um dia a gente aprende um modo novo de viver...

sábado, 2 de maio de 2009

Ainda é?

E você vem com aquele jeito, entro novamente em desespero por não saber o que mais é, ou se já deixou de ser...

Carolina Cancela

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Bem, meu bem...

Hoje cansei-me de todos os homens
Sempre com os mesmos uniformes, meu bem.
Eles estão alí sentados,
Esperando ser chamados de meu bem.

Eu fico aqui o tempo todo
Um milhão e meio morto, pra lá.
Mais um aqui caiu de novo
E só me importo se eu vou chegar.

De que me vale essa vida
Se ela é tão sofrida?
Do menino feio desnutrido, tiro a alegria.

Do meu verde, tiro o amarelo.
Só me importa o elo com o meu bem.

Venha cá meu senhor,
Diga que está tudo bem, meu bem!
Vá embora, bem agora,
antes que fique sem o seu bem, meu bem...

Carolina Cancela

terça-feira, 28 de abril de 2009

Egocentrismo da realidade

"Oh meu deus, mais uma peste chegou". As pessoas tomaram consciência agora? Será que até hoje nunca tiveram medo que alguma bomba explodisse aos seus corações? Ou sempre tem que haver algo que chegue a nossa realidade para podermos ter uma mínima noção do mundo em que vivemos? Somos todos ruins, do começo ao fim. Monstros e exterminadores de nós mesmos. Superfícies belas para uma base horrenda. Simples assim. A consciência entre nós só acontece, quando alguém que amamos sofre.

Carolina Cancela

segunda-feira, 27 de abril de 2009

É para sempre

Não sei se é desgosto, decepção, ou sei lá o que. Vou caindo na minha solidão profunda, e não por favor, não tire-me de lá! Quero cair para todo o sempre, e poder nunca mais voltar. A minha revolta interna pelo mundo nunca há de acabar, é algo necessário para sobreviver. De todas minhas lágrimas, ainda sinto saudade. De todos os sorrisos, nem acho que valeram mesmo a pena. A minha e a nossa escravidão perpétua da vida, nunca há de acabar.

Carolina Cancela

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Apenas hoje

Decidi hoje amar aos meus amigos.
Decidi hoje amar ao mundo.
Decidi hoje amar ao presente, e esquecer o futuro.
Decidi hoje amar a vida.

Quer enganar a si mesma?!


Carolina Cancela

domingo, 19 de abril de 2009

Mais uma vez...

Ontem quase que por vez, tentei. Mas não pude. Não sei por que não, se já não me falta mais nada. Mas pensei. Seria isso pecado contra mim mesma? Mas dói-me, e ninguém entenderia o quanto e o por quê.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ser humano, ser mulher

Ser mulher, o bem maior.
Um dom, uma beleza inacreditável.
Sutil, algumas até que fútil.
Encanto, formosura, perfeição divina.
E se pudesse não ser homem na próxima vida, agradeceria.

Carolina T. Cancela

Brincar de ser gente grande

Quando se é uma menina pura o amor parece presumível, verdadeiro, acreditável, diria eu. Quando se torna uma mulher o amor é platônico, besteira, infantilidade. Não sou nenhuma das duas coisas, nem menina, nem mulher. Mas sou gente. Amor de gente grande não me encanta. É tão superficial, é tudo de mentirinha. Vocês sim brincam de casinha! A criança ama pelo fato de ser. A mulher ama pelo fato de estar. O homem deveria amar pelo fato de ser, estar e realmente amar. Mas o amor virou mentira. Das mais feias e cabeludas. Amor de criança sinto falta dos que tive, e dos que ainda tenho. Mas esses que estão por surgir dão-me medo. Como todos aqueles meus medos...

Carolina T. Cancela

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Alteração suspeita

Sinto que lhe amo de uma maneira
Inovadora para o meu coração.
É ingênuo, e belo.
Esplendido, singular em mim.

Dá-me medo de te fazer padecer sobre mim
Nesses meus braços acolhedores,
Até demais.

Mas sei, e tenho como única certeza,
Um coração cheio de remendos para lhe dar.

Carolina Cancela

terça-feira, 14 de abril de 2009

A minha alegria periódica está se corroendo, acabando. Aliás, ainda resta algo?

Carolina Cancela.

domingo, 12 de abril de 2009

Período de felicidade

No meu desapego constante
Na minha felicidade inconstante.
No meu viver amargo
Na minha dor completa.

Eu apenas anseio por um momento
Nunca ter errado.
Por um momento ter feito alguém feliz.
Por um momento, ser feliz.

Carolina Cancela.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Que assim seja!

Já fui a que sofri, até demais.
Agora faço sofrer, até demais.
Entre os mais e menos,
O talvez é sempre quem resisti.

Desculpe-me, não era bem assim...
Ou era?
Sou uma farsante.
Farsante de sorrisos, amores, felicidade.

Sou fada da consternação, amargura.
Assim sou.
Toda jururu comigo mesma, ali sentada,
Esconde de mim e dos outros.

Mas às vezes não sei se é bem isso...

Carolina Cancela.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cansada de cansar

As pessoas andam cansadas. Sempre estão cansadas. Param ali, e nunca. Tomam um café, energético, guaraná. Tarja preta, e se você tiver sorte pode ser a vermelha. As pessoas se drogam, mas não são drogas ilegias. São remédios. Remédios caros, do posto. Remédios que tiram vidas. Remédios pra não cometer suicídio. Remédio. Qual seria o melhor remédio pra minha vida? Esquecem a si mesmo, esquecem aos outros. Estão exaustos. Ai meu deus, amanhã começa tudo de novo. Desespero. Cansaço.

Carolina Cancela.

sábado, 4 de abril de 2009

Acompanhe-me donzela

Nesse teu jeito meio menina
Metamorfoseou minha vida.
Teu sorriso donzela, és bela.
Encanta-me!

Nos teus lindos olhos
É onde queira eu viver
Esbanjar felicidade ao teu lado
Existir aí, mas tenho receio.

Chamam-me de demente
Se disser que só sei pensar em ti.
Ah, na baía de teus olhos,
Que arrebentam ao meu pudor.

Você assim, toda branda
Diga-me novamente, apenas,
Que ainda me ama.

Arthur Azevedo

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sois assim

Sois assim, bela, amada.
Majestosa pátria, terra adorada.
Dos teus índios, negros, brasileiros;
Dos teus homens, tuas mulheres.

No raiar de teu sol
O dia alegra, mesmo a quem não tem sentido.
Se tiveres dificuldades, agüentemos.
Se chorares, aparemos.

Poderia andar ao mundo sem ti
Mas volto ao berço da mãe apreciada.
Nostalgia do cheiro de barro, de mato, de asfalto...
Saudade...

Os teus olhos verdes, meio azulados...
Lembram-me a mãe, morena.
Deixa-me afortunado ao ver-te.
Sois assim, bela, amada.

E se um dia afastar-me daqui
Chame-me de alucinado, insano!
Pois é aqui, o único lugar que hei de ser feliz.

Carolina Cancela.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Drivin' me Wild!

"Você me perturba com esse teu estado de espírito alterado", é o que o espelho me diz.

terça-feira, 31 de março de 2009

Vou-me embora...

Nessa minha confusão que é meu coração, nessa minha petulância ao existir, nessa minha consternação de estar, hei de viver assim? Não sei bem se quero. Ah, sim como quero! Cansei-me disso. De amar hoje, odiar no dia seguinte. Pare com isso! Por favor... Ai mente profana, deixe-me ir...

Carolina Cancela.

Sobe, sobe, desce, desce

Mudar significa crescer. ou não? O homem transforma ao mundo e a si mesmo, desde seus costumes até ao seu cotidiano.
Sofrer mudanças ao decorrer da vida é preciso, diria que seja a maior necessidade do mundo. Só que algumas modificações feitas ao homem acabam sendo negativas, e creio que a pior dessas: perda de valores.
Na sociedade em que vivemos, onde um padrão de beleza recria a realidade, estabelecendo algo que pode ser nomeado como utopia. Mas nessa perda de valores o homem perde a ideia da palavra amor.
A vida é um "sobe e desce" a todo o momento, onde as mudanças ocorrem pela ou contra a vontade do homem. Apenas devemos ser cautelosos com o que criamos e como vivemos, não, realmente preocupando-se com as críticas alheias, mas sim pode prosperar afeto em nossa sociedade fria e alienada.
Portanto, mudar pode ser uma parábola positiva ou negativa, e temos plena certeza de que ela irá ocorrer. Porém tentemos mudar para melhor, onde o amor, e não a "Caras", seja o centro da nossa realidade.

Carolina Cancela.

Pra ser diferente, precisa ser igual?

É engraçado a "diferença". Existe uma hora que tentamos fazer essa enorme diferença, que ela se torna igual à de todo mundo.

Carolina Cancela.

sábado, 21 de março de 2009

Ser

O ato de existir é mais simples do que o pensar.
Existir passa. Pensar dura uma eternidade.

Carolina Cancela.

domingo, 8 de março de 2009

The Fear

Foi puro ato de liberdade e dor
Da mais forte, ao mesmo tempo.
Estranho, conciso, difícil, complicado.
Procuro milhões de palavras pra tentar descrever
O que eu ainda não sei bem como é, ou o que é.

Hoje, quando acordei, minhas pernas estavam falhas,
Minha voz quase que não surgia
E minha cabeça... Minha cabeça?
E lá eu sei dessa louca?

Tenho medo.
Nunca tive tantos como agora.
Queria não poder existir
Queria poder sorrir pra um alguém.

No momento que senti teus braços
Deu-me vontade de te trucidar, massacrar.
Mas depois pedir perdão,
E te amar, por todo esse tempo que não o tive.

Não tenho mais noção dos meus próprios sentidos,
Dos meus erros.
Sou uma tola, repleta de medos.

Carolina Cancela.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A minha capa de pura tentação e desejo

O corpo é como qualquer material que existe no mundo. Ele envelhece, enche-se de rugas e fica gasto. É como se fosse um caderno velho e usado. O caderno chega ao final com a capa gasta, algumas folhas caindo, mas o que há por dentro, o que foi escrito, ninguém pode envelhecer isso. Pessoas são assim. O que você constituiu na sua vida inteira, uma hora acaba. Mas o que você escreveu dentro do teu caderno velho, ninguém pode mudar.


Carolina Cancela.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Felicidade Instantânea

Ontem eu consegui tocar no meu Eu
E confessar comigo mesma.
Quem é você garota?
Pra que está aqui?
Felizmente, ou infelizmente, ainda não sei.

Foi uma parte da redescoberta do meu Eu.
Senti felicidade instantânea, necessária.
Não vou mentir, e dizer que não chorei,
Chorei e muito, foi um alivio incomensurável.

Mas hoje logo cedo com os pássaros cantando,
O Sol em meus olhos, conseguir dar-me mais uma chance.
E também consegui completar mais uma página,
Dentro de mim,
O diário do nenhum sentido do meu Eu.

Carolina Cancela.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Perder-se

Sentir-se perdido uma vez, duas, ou até três em sua vida é normal, é humano. Mas quando se vive perdido, sem sentido, acho meio que anormal. Hoje não quero nenhuma máscara, quero ser Eu. Achei endereços que podem me dar algum sentido, alguma razão. Entretanto, meu medo é maior, sinto-me fraca, um nada. Cheias dos meus "mas..." vou tentando seguir e achar dentro do meu pequenino pote de ouro o espírito do que, realmente, é viver.

Carolina Cancela

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Fake, fake, fake

Disfarçando essa minha pobre angústia com esses sorrisos falsos. Uma poesia é muito convidativa do que um texto reto, assim como as pessoas. Ai mundinho sujo feito de aparência, agora me dei conta que faço parte de você! Carne. Pedaços de carne viramos, algumas preparadas ao molho com carinho e outras viram restos, um quitute. As pessoas viraram isso. Material. Pedaços de plástico, silicone e remédios. Somos isso. O resumo do ser humano é isso. Por isso que hoje me completo de mim. Quando se aprende a viver sozinho, tudo fica mais simples.

Carolina Cancela.

Mais um passageiro

Parece que cada dia que vai passando, e o meu trem esta chegando. Cada vez mais perto. Eu o vejo lá no fundo oprimido, cheio de tristeza. Mas, não vejo a hora desse trem chegar e se acomodar. Pode vir amigo, não tenho medo de ti. Dizem que quando tu chegas, nos leva a lugares incríveis, alguns conhecidos como céu, outros como inferno. Ah, que idiotice meu amigo! Creio que tu chegas pra levar-me longe daqui. Preciso, e muito, ficar longe daqui. Meu único medo é de entrar no teu vagão e perder todos que deixei aqui. Medo de não ter feito tudo. Medo de não ter feito nada. Essa minha angústia pelo teu chegar não há de parar? Entretanto, o meu maior anseio é de fazer você, meu idolatrado amigo trem, chegar e fazer com que eu me liberte e seja quem sempre quis ser.

Carolina Cancela.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Apenas meu.

Deixe-me com as lembranças que me restam.
As boas, e principalmente as ruins.
Vá embora, não esqueça de fechar porta.
Agradeço a ti, por completo.

Ah, saudade de minha infância!
Onde tudo era possível.
Eu era cheia de sonhos, ainda sou.
Eu era feliz, agora não sou.
Eu era completa. Passado, não é mesmo?

De que me adianta sorrir, pra nada?
Homens fiquem longe! Mulheres também.
A minha melhor qualidade é: sofrer.
Sei fazer isso muito bem, melhor que ninguém.

Mas a dor é minha e não, não a toque.
Ela é minha.

Carolina Cancela.

De todo o sempre, para sempre.

Cansei do adeus. Ele me dói a cada vez que ouço ou o uso. Corroi-me por dentro. São cartas, pessoas, vidas me dizendo adeus, pra sempre. Não sei onde e o que creio. Perco a noção de uma vida e do valor da mesma. Dão-me caminhos a percorrer, mas não os quero. Quero ser livre e sozinha, pra sempre. De que me adianta afeto, se nada é verdadeiro. Sofro sempre, pra sempre. Os meus “pra sempre”, são realmente eternos, maiores que minha vida. Maiores de tudo que eu desejo. Sou completa da minha angustia, do coração a cabeça. Completa de mim, pra sempre.

Carolina Cancela

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quebra - Cabeça

Ainda preciso descobrir o meu maior segredo: quem eu sou? Não sei por onde começar, o que fazer. Fico sem jeito comigo mesma. Olho-me no espelho, me acho uma ingrata, egoísta. Sou feita da minha mente, cheia de nós, complicada. Nem eu mesma a entendo. Como um pequeno pote simpático que guarda jóias dentro, mas tem um cadeado o fechando, sou assim. Nem eu mesma me conheço. Não quero ser mais uma. Não sou mais uma. Meus medos e sonhos me corroem, alimentam-se do meu ânimo, da minha felicidade. Fico sem nada, sozinha de novo. Entretanto, adoro ficar assim, sozinha, sem ninguém. Tenho minha metade, só tenho que achar a outra parte e terminar esse meu louco quebra-cabeça, antes que todas as peças caiam no chão e não dê mais tempo de montar.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Just it.

Existir não é sinônimo de felicidade.
Existir é antônimo da verdade.

Carolina Cancela

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

De mim para mim mesma.

Ah, pequena poetisa de grandes sonhos.
Sonhos maiores que ela mesma
Alguns sonhos a engoliam
Outros viravam realidade, não só os sonhos,
Mas também os pesadelos.

Não sabe se definir.
Vive na mudança de cada amanhecer!
Ama e não ama, aprende e desaprende.
Corri, cai, às vezes nem levanta.

As pessoas são repletas de medo.
Medo da morte, do abandono, da ausência.
Meu medo é de morrer, e não ser feliz.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Olá tristeza.

Só com você sei ser feliz
Sabes me completar, me entender.
É triste viver sem você,
Tristeza, traga o café, vamos conversar.

Sente ao meu lado
Me abraçe, tome conta de mim para sempre.
Fique aqui, sei que ninguem gosta de ti
Mas eu te amo, te idolatro
Sou tua maior fã.

Te vejo em todo canto, só penso em ti
Músicas, jornais, sorrisos
São todos repletos de ti, do começo ao fim
Da vida a morte.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Hey, I'm here!

Eu ainda não morri, estou aqui viva, para incomodar a quem quiser. Mas estar vivo, não é estar feliz. O dia em que saber o que é ser feliz, hei de avisar aos que não sabem.

Carolina Cancela.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Eu.

Sou como um espelho. Que se quebra, fica estilhaçado no chão, mas debaixo do tapete, para que ninguém veja. Todos os pedacinhos atacados ao chão, com aquelas pessoas pisando sobre o tapete. Cada vez se quebrando mais. Mas em mim mesma procuro uma forma de juntar esse quebra-cabeça. Uma loucura, assim como eu. A loucura em pessoa. Hoje amo, amanhã mais não. Não precisa entender. Odeio entendimentos. Odeio o que é certo. Tem gente que prefere amar a sofrer. Já eu, prefiro sofrer a amar. Sou diferente. Odeio o que é congruente. Não sou prática. Adoro complicar. Sou do choro, sou do riso. Sou gente. Sou criança, adulta e adolescente. Mudo. Sou um camaleão. Ser a mesma para a vida inteira nunca me encantou muito. Leio pelo prazer de criar uma nova vida. Minha voz não é suave, muito pelo contrario, não sirvo para cantar uma canção de ninar, e muito menos um bolero. Sou simples também. Sou sozinha. Não gosto de muita gente junta. Adoro o amor. Amor pra mim é tudo. Tudo pra mim é amor!

Carolina Cancela.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meu sorriso, teu sorriso - Parte I

Acordou logo cedo, jogou toda aquela bela cabeleira pra trás. Empurrou os olhos com força pra ver se conseguia ver o dia. Levantou-se. Era dia de encontrar seu médico. Seu? Que coisa mais possessiva não? Já se passava quatro anos que não o visitava, sabia que devia ter voltado, mas nunca se deu bem com médicos. Arrumou-se, desceu as escadas de sua casa, entrou no carro e partiu. Quando chegou ao seu médico, teve de esperar por 3 horas. Enquanto isso, pessoas entravam e saiam, voltavam, cochichavam, a observavam, apenas continuava olhando para a revista procurando algo que fosse mais produtivo, não tão desgastante, como ler aqueles livros imensos da faculdade. Quando o canalha apareceu com um sorriso amarelo e falso, dando a velha desculpa do transito dos infernos. Era a primeira paciente. Ouviu uma voz feminina, suave e calma, da secretária:
- Sr.ª Adelaide, por favor.
Levantou-se. Seguiu o corredor para entrar na sala. Olhava para as paredes havia quadros de crianças chorando, máscaras de circo, parecia assustador para um simples consultório médico. Entrou na sala, o médico sorriu com aquele jeito dengoso como quem quisera pedir desculpa pelo atraso. Adelaide não agüentou quando olhou pra aquele bigode todo branco, parecido com o do Gepeto, caiu na gargalhada. O médico ficou espantado, deve ter pensando que louca Adelaide era, mas mesmo assim, começou a consulta.
- Bom, a Sr.ª já devia ter me visitado a alguns anos atrás, não achas?! – disse o médico no tom irônico.
- Er... Sim Dr., mas sabe como é, trabalho, estudo. São tantas coisas. – Adelaide pensou “Não estou mentindo, ele disse que hoje estava um transito infernal.”
- Pelo que vejo a Sr.ª não anda muito bem da coluna, tão jovem, já está assim. Pobrezinha. – Ela odiava que tivessem dó dela, apenas continuou com seu rosto paralisado olhando fixamente para o médico. – Você vai ter que fazer alguns exames. Vejamos, sente dor em algum lugar mais especificado?
- Sim Dr., meu pescoço, alvo do stress, tenho muitas dores. – Disse Adelaide segurando o pescoço e com aquele olhar repuxado.
- Quero que você preencha essa ficha do convenio, cof cof. – Disse o Dr. colocando a mão a frente de seu charmoso bigode.
- O Sr. está doente?
- Não minha filha, sabe como é, já tenho 54 anos... A vida está passando, não ando muito bem de saúde.
- Se tem uma coisa que não entendo, como pode um médico não ficar bem de saúde? – Deu uma risadinha para alegrá-lo.
- Saúde é saber sorrir, igual você fez agora.
- Mas existem tantas pessoas com câncer e doenças tão sem volta, sorriem, mas não adianta em nada. – Adelaide ficou olhando pra ele atenciosamente, esperando uma resposta digna sobre a cura do sorriso.
- Você só aprende a sorrir de verdade quando consegue sorrir por dentro. Bom, são esses os seus exames Adelaide, preciso que você volte daqui três semanas.
- Mas... Sobre o sorriso? – Ela segurava-se a cadeira com medo de não poder ouvir aquela preciosa dica.
- Infelizmente não posso mais conversar com você minha querida. Pressuponho que na próxima consulta eu chegue mais cedo, e possamos conversar sobre tudo que quiser.
Adelaide entrou no carro, segurou firme o volante, respirou fundo. Sabia que mais um tormento de sua cabeça, estava apenas por estrear.

Querido amigo,

Se quiser um sorriso, sei muito bem lhe dar um, alegre, sincero, colorido. Se me pedir um abraço, também posso dar, serei teu ombro amigo. Se precisar de um socorro, dê um grito. Apenas me chame amigo. Sem medo de mergulhar na escuridão contigo, eu chego onde bem quiser, só para puxar tua mão, teu pé. Se outro “amigo” enfiar a faca em tuas costas, eu limpo teu sangue com água morna. Eu durmo debaixo de árvore, no meio do nada só para te proteger. Mas na hora em que precisar ir, vá siga em frente, tu não é meu, eu não sou teu. Tente me abraçar antes de partir. Mas nunca se esqueça de mim.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Energy.

"Pra que você vai viver? Pra porra nenhuma”.O mundo é feito de energia, apesar do ser humano apenas se prender na matéria. O mundo material é constante na nossa rotina, o corpo, por exemplo, é matéria. Depois que você percebe que nem sempre precisamos estar perto de quem amamos para estarmos felizes, você consegue viver em paz. Sim, sinto falta dos que partiram. Mas vejo que a minha energia está ligada com as deles. Digo isso àqueles que nunca os vi, mas sei que existem. Aqueles que ficam longe, ou aqueles amigos que não vejo a tempos. Sem apego ao material, ao inexistente. Ser humano é algo brilhante. Por isso quero viver de todo tipo de sentimento, antes que a vida acabe. Quero chorar e sorrir. Sofrer, e se errar, por que não tentar de novo? Com aquela mesma seqüência clichê, para aproveitar a vida como se fosse o último momento. Porque daqui, só levamos o que realmente sentimos de verdade!

Drivin' me Wild.

Love is a losing game.

Eu me confundo no amor. Tropeço no meu próprio cadarço, quase morro enforcada por ele mesmo. Ai, que coisinha complicada é amar. Tem horas que borboletas voam no seu estomago e tem horas que você vive a agonia do amanhã. Tem horas que não entendemos como isso pode deixar-nos assim. Amor não se pode escrever em uma folha, uma linda história, e quando se cansar amassá-la e jogá-la no lixo. É muito mais difícil que isso. Às vezes anseio ficar sozinha, só para não sofrer. O dia em que conseguirem desvendar os meus segredos, e saber o por que de tudo isso, ganham o jogo.

Drivin’ me Wild.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"It felt so wrong, It felt so right!"

Não existe o certo ou o errado. Não existem pessoas loucas ou normais. Apenas existe o mundo. E, além disso, o que será que existe? Após a vida, de conquistas e derrotas, que pessoas matam umas as outras para conseguirem o que desejam, o que acontece após tudo isso? "Oh, Deus!", afinal, quem seria você? Que criou tudo isso, pra ter um fim? Estou perdendo a vontade de continuar nessa tal "vida". Cansada de todos e de tudo. Não vejo graça em sorrisos, apenas fico quieta, pensando no que existe por tras de tudo isso. Não preciso de beleza, ser magra, ser a mais linda. Não! Nada disso. Preciso de algo que ainda não sei o nome, que ainda não existe. Preciso de algo maior que a vida. Na vida, nada é certo ou errado.

Drivin' me wild.