quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Apenas meu.

Deixe-me com as lembranças que me restam.
As boas, e principalmente as ruins.
Vá embora, não esqueça de fechar porta.
Agradeço a ti, por completo.

Ah, saudade de minha infância!
Onde tudo era possível.
Eu era cheia de sonhos, ainda sou.
Eu era feliz, agora não sou.
Eu era completa. Passado, não é mesmo?

De que me adianta sorrir, pra nada?
Homens fiquem longe! Mulheres também.
A minha melhor qualidade é: sofrer.
Sei fazer isso muito bem, melhor que ninguém.

Mas a dor é minha e não, não a toque.
Ela é minha.

Carolina Cancela.

De todo o sempre, para sempre.

Cansei do adeus. Ele me dói a cada vez que ouço ou o uso. Corroi-me por dentro. São cartas, pessoas, vidas me dizendo adeus, pra sempre. Não sei onde e o que creio. Perco a noção de uma vida e do valor da mesma. Dão-me caminhos a percorrer, mas não os quero. Quero ser livre e sozinha, pra sempre. De que me adianta afeto, se nada é verdadeiro. Sofro sempre, pra sempre. Os meus “pra sempre”, são realmente eternos, maiores que minha vida. Maiores de tudo que eu desejo. Sou completa da minha angustia, do coração a cabeça. Completa de mim, pra sempre.

Carolina Cancela

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quebra - Cabeça

Ainda preciso descobrir o meu maior segredo: quem eu sou? Não sei por onde começar, o que fazer. Fico sem jeito comigo mesma. Olho-me no espelho, me acho uma ingrata, egoísta. Sou feita da minha mente, cheia de nós, complicada. Nem eu mesma a entendo. Como um pequeno pote simpático que guarda jóias dentro, mas tem um cadeado o fechando, sou assim. Nem eu mesma me conheço. Não quero ser mais uma. Não sou mais uma. Meus medos e sonhos me corroem, alimentam-se do meu ânimo, da minha felicidade. Fico sem nada, sozinha de novo. Entretanto, adoro ficar assim, sozinha, sem ninguém. Tenho minha metade, só tenho que achar a outra parte e terminar esse meu louco quebra-cabeça, antes que todas as peças caiam no chão e não dê mais tempo de montar.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Just it.

Existir não é sinônimo de felicidade.
Existir é antônimo da verdade.

Carolina Cancela

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

De mim para mim mesma.

Ah, pequena poetisa de grandes sonhos.
Sonhos maiores que ela mesma
Alguns sonhos a engoliam
Outros viravam realidade, não só os sonhos,
Mas também os pesadelos.

Não sabe se definir.
Vive na mudança de cada amanhecer!
Ama e não ama, aprende e desaprende.
Corri, cai, às vezes nem levanta.

As pessoas são repletas de medo.
Medo da morte, do abandono, da ausência.
Meu medo é de morrer, e não ser feliz.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Olá tristeza.

Só com você sei ser feliz
Sabes me completar, me entender.
É triste viver sem você,
Tristeza, traga o café, vamos conversar.

Sente ao meu lado
Me abraçe, tome conta de mim para sempre.
Fique aqui, sei que ninguem gosta de ti
Mas eu te amo, te idolatro
Sou tua maior fã.

Te vejo em todo canto, só penso em ti
Músicas, jornais, sorrisos
São todos repletos de ti, do começo ao fim
Da vida a morte.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Hey, I'm here!

Eu ainda não morri, estou aqui viva, para incomodar a quem quiser. Mas estar vivo, não é estar feliz. O dia em que saber o que é ser feliz, hei de avisar aos que não sabem.

Carolina Cancela.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Eu.

Sou como um espelho. Que se quebra, fica estilhaçado no chão, mas debaixo do tapete, para que ninguém veja. Todos os pedacinhos atacados ao chão, com aquelas pessoas pisando sobre o tapete. Cada vez se quebrando mais. Mas em mim mesma procuro uma forma de juntar esse quebra-cabeça. Uma loucura, assim como eu. A loucura em pessoa. Hoje amo, amanhã mais não. Não precisa entender. Odeio entendimentos. Odeio o que é certo. Tem gente que prefere amar a sofrer. Já eu, prefiro sofrer a amar. Sou diferente. Odeio o que é congruente. Não sou prática. Adoro complicar. Sou do choro, sou do riso. Sou gente. Sou criança, adulta e adolescente. Mudo. Sou um camaleão. Ser a mesma para a vida inteira nunca me encantou muito. Leio pelo prazer de criar uma nova vida. Minha voz não é suave, muito pelo contrario, não sirvo para cantar uma canção de ninar, e muito menos um bolero. Sou simples também. Sou sozinha. Não gosto de muita gente junta. Adoro o amor. Amor pra mim é tudo. Tudo pra mim é amor!

Carolina Cancela.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meu sorriso, teu sorriso - Parte I

Acordou logo cedo, jogou toda aquela bela cabeleira pra trás. Empurrou os olhos com força pra ver se conseguia ver o dia. Levantou-se. Era dia de encontrar seu médico. Seu? Que coisa mais possessiva não? Já se passava quatro anos que não o visitava, sabia que devia ter voltado, mas nunca se deu bem com médicos. Arrumou-se, desceu as escadas de sua casa, entrou no carro e partiu. Quando chegou ao seu médico, teve de esperar por 3 horas. Enquanto isso, pessoas entravam e saiam, voltavam, cochichavam, a observavam, apenas continuava olhando para a revista procurando algo que fosse mais produtivo, não tão desgastante, como ler aqueles livros imensos da faculdade. Quando o canalha apareceu com um sorriso amarelo e falso, dando a velha desculpa do transito dos infernos. Era a primeira paciente. Ouviu uma voz feminina, suave e calma, da secretária:
- Sr.ª Adelaide, por favor.
Levantou-se. Seguiu o corredor para entrar na sala. Olhava para as paredes havia quadros de crianças chorando, máscaras de circo, parecia assustador para um simples consultório médico. Entrou na sala, o médico sorriu com aquele jeito dengoso como quem quisera pedir desculpa pelo atraso. Adelaide não agüentou quando olhou pra aquele bigode todo branco, parecido com o do Gepeto, caiu na gargalhada. O médico ficou espantado, deve ter pensando que louca Adelaide era, mas mesmo assim, começou a consulta.
- Bom, a Sr.ª já devia ter me visitado a alguns anos atrás, não achas?! – disse o médico no tom irônico.
- Er... Sim Dr., mas sabe como é, trabalho, estudo. São tantas coisas. – Adelaide pensou “Não estou mentindo, ele disse que hoje estava um transito infernal.”
- Pelo que vejo a Sr.ª não anda muito bem da coluna, tão jovem, já está assim. Pobrezinha. – Ela odiava que tivessem dó dela, apenas continuou com seu rosto paralisado olhando fixamente para o médico. – Você vai ter que fazer alguns exames. Vejamos, sente dor em algum lugar mais especificado?
- Sim Dr., meu pescoço, alvo do stress, tenho muitas dores. – Disse Adelaide segurando o pescoço e com aquele olhar repuxado.
- Quero que você preencha essa ficha do convenio, cof cof. – Disse o Dr. colocando a mão a frente de seu charmoso bigode.
- O Sr. está doente?
- Não minha filha, sabe como é, já tenho 54 anos... A vida está passando, não ando muito bem de saúde.
- Se tem uma coisa que não entendo, como pode um médico não ficar bem de saúde? – Deu uma risadinha para alegrá-lo.
- Saúde é saber sorrir, igual você fez agora.
- Mas existem tantas pessoas com câncer e doenças tão sem volta, sorriem, mas não adianta em nada. – Adelaide ficou olhando pra ele atenciosamente, esperando uma resposta digna sobre a cura do sorriso.
- Você só aprende a sorrir de verdade quando consegue sorrir por dentro. Bom, são esses os seus exames Adelaide, preciso que você volte daqui três semanas.
- Mas... Sobre o sorriso? – Ela segurava-se a cadeira com medo de não poder ouvir aquela preciosa dica.
- Infelizmente não posso mais conversar com você minha querida. Pressuponho que na próxima consulta eu chegue mais cedo, e possamos conversar sobre tudo que quiser.
Adelaide entrou no carro, segurou firme o volante, respirou fundo. Sabia que mais um tormento de sua cabeça, estava apenas por estrear.

Querido amigo,

Se quiser um sorriso, sei muito bem lhe dar um, alegre, sincero, colorido. Se me pedir um abraço, também posso dar, serei teu ombro amigo. Se precisar de um socorro, dê um grito. Apenas me chame amigo. Sem medo de mergulhar na escuridão contigo, eu chego onde bem quiser, só para puxar tua mão, teu pé. Se outro “amigo” enfiar a faca em tuas costas, eu limpo teu sangue com água morna. Eu durmo debaixo de árvore, no meio do nada só para te proteger. Mas na hora em que precisar ir, vá siga em frente, tu não é meu, eu não sou teu. Tente me abraçar antes de partir. Mas nunca se esqueça de mim.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Energy.

"Pra que você vai viver? Pra porra nenhuma”.O mundo é feito de energia, apesar do ser humano apenas se prender na matéria. O mundo material é constante na nossa rotina, o corpo, por exemplo, é matéria. Depois que você percebe que nem sempre precisamos estar perto de quem amamos para estarmos felizes, você consegue viver em paz. Sim, sinto falta dos que partiram. Mas vejo que a minha energia está ligada com as deles. Digo isso àqueles que nunca os vi, mas sei que existem. Aqueles que ficam longe, ou aqueles amigos que não vejo a tempos. Sem apego ao material, ao inexistente. Ser humano é algo brilhante. Por isso quero viver de todo tipo de sentimento, antes que a vida acabe. Quero chorar e sorrir. Sofrer, e se errar, por que não tentar de novo? Com aquela mesma seqüência clichê, para aproveitar a vida como se fosse o último momento. Porque daqui, só levamos o que realmente sentimos de verdade!

Drivin' me Wild.

Love is a losing game.

Eu me confundo no amor. Tropeço no meu próprio cadarço, quase morro enforcada por ele mesmo. Ai, que coisinha complicada é amar. Tem horas que borboletas voam no seu estomago e tem horas que você vive a agonia do amanhã. Tem horas que não entendemos como isso pode deixar-nos assim. Amor não se pode escrever em uma folha, uma linda história, e quando se cansar amassá-la e jogá-la no lixo. É muito mais difícil que isso. Às vezes anseio ficar sozinha, só para não sofrer. O dia em que conseguirem desvendar os meus segredos, e saber o por que de tudo isso, ganham o jogo.

Drivin’ me Wild.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"It felt so wrong, It felt so right!"

Não existe o certo ou o errado. Não existem pessoas loucas ou normais. Apenas existe o mundo. E, além disso, o que será que existe? Após a vida, de conquistas e derrotas, que pessoas matam umas as outras para conseguirem o que desejam, o que acontece após tudo isso? "Oh, Deus!", afinal, quem seria você? Que criou tudo isso, pra ter um fim? Estou perdendo a vontade de continuar nessa tal "vida". Cansada de todos e de tudo. Não vejo graça em sorrisos, apenas fico quieta, pensando no que existe por tras de tudo isso. Não preciso de beleza, ser magra, ser a mais linda. Não! Nada disso. Preciso de algo que ainda não sei o nome, que ainda não existe. Preciso de algo maior que a vida. Na vida, nada é certo ou errado.

Drivin' me wild.