sexta-feira, 17 de abril de 2009

Brincar de ser gente grande

Quando se é uma menina pura o amor parece presumível, verdadeiro, acreditável, diria eu. Quando se torna uma mulher o amor é platônico, besteira, infantilidade. Não sou nenhuma das duas coisas, nem menina, nem mulher. Mas sou gente. Amor de gente grande não me encanta. É tão superficial, é tudo de mentirinha. Vocês sim brincam de casinha! A criança ama pelo fato de ser. A mulher ama pelo fato de estar. O homem deveria amar pelo fato de ser, estar e realmente amar. Mas o amor virou mentira. Das mais feias e cabeludas. Amor de criança sinto falta dos que tive, e dos que ainda tenho. Mas esses que estão por surgir dão-me medo. Como todos aqueles meus medos...

Carolina T. Cancela

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