sexta-feira, 29 de maio de 2009

Metamorfoseando a base moral brasileira

Não só com a democracia começou a existir corrupção, no Brasil com quaisquer tipos de governo haverá esta inversão de valores.O brasileiro, desde suas raízes, sabe que com seu "jeitinho" ele consegue tudo o que quer. A filosofia trata isso com a ética e moral. Só que é nessa parte que pode haver uma discordância. Pois para cada indivíduo um tipo de valor é atribuido.
Vejamos o exemplo, será que um psicopata acha correto matar? Talvez não, mas na maioria das vezes sim. O certo e o errado está nos olhos de quem os vê, assim como a corrupção brasileira. É nessa parte que as raízes brasileiras misturam-se ao presente, pois desde que um ser eclode no mundo, consequentemente, ele acaba seguindo aos valores impostos de sua sociedade.
Portanto, para haver um fim na corrupção será preciso remodelar a base de valores brasileiro, o que é, praticamente, humanamente impossível.

Carolina Cancela

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Já que não podemos ser livres de alma, sejamos livres com a vontade.

Carolina Cancela

Queria eu estar no fim da vida...

Queria eu estar no fim da vida
Não ter mais nada para viver.
Acabar-se em um nada,
Bem assim que queria.

A juventude só desgasta
É tida como um terror a mim.
Queria eu estar no fim da vida.

Por essas pessoas chulas
Não vejo mais sentido em estar.
Prefiro logo deixar de ser?
Mas nem sei ao certo se sou...

Carolina Cancela

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alice, no País da Agonia


Acordei feito Alice, assustada com o mundo. Tive sonhos horrendos que me pareciam realidade. Herói estivestes lá. Pela maioria do tempo da minha estória esteve, mas como sempre, desapareceste. Sumiste. Olhava lá de cima, daquele arranha-céu. Via as cordas a te segurar, lembravam-me meu pudor que lhe segura até hoje. E pulavas e dizia-me coisa lindas herói. Senti-me agoniada por não poder lhe salvar. Sumiste. Alice escorregou dentro do buraco. Vi-me dentro de um lugar escuro cheio de roupas de boneca do meu tamanho, ou seria eu que tivesse diminuído? Um tanto quanto estranho foi. Lembrava-me de cada ponto de linha daqueles vestidos, não me eram estranhos. Sai de lá, passei em um lugar onde me seguiam e havia milhares de livros, mas será que era Homero que queria dizer-me algo? Não sei. Homero brilhava aos meus olhos, preciso de ti Homero, homem. Dei mais dois passos e não sabia mais onde estava. Cai em desespero por não saber o que era. Não podia acordar. Não sabia se era sonho. A realidade se confundiu no mesmo instante em que me perdi. É como estou. E então, Alice acordou, atrasada como sempre.

Carolina Cancela.

terça-feira, 19 de maio de 2009

?

Parece que existem dois mundos: este de todos os homens, e outro, onde se alcança o impossível, imaginário, de pouquíssimos homens. Viver com todos os homens é agonizante, a maioria deles traduz-se: mortal. Por que não querem, apenas, idealizar e serem imortais por tal fato? Sou tida como estranha diante de tudo isso, sendo que, o que vivo seria o mais "correto". No mundo de todos os homens não há amor, existe apenas apego ao real e palpável das coisas. Já pensei, por muitas vezes, livrar-me deste mundo deles, mas creio que ainda falta algo para deixar de ser. Enquanto não descubro, também não posso saber se existo.

Carolina Cancela

Gota de Vida

Estava lá eu, cantando e olhando para o nada. É o que faço na maioria das vezes. Só que me deparei com um cachorro de pelúcia, observei cada pêlo, cada pedaço artificial, cada centímetro. E pensei "e se caísse uma gota de vida nele?". Uma gota de vida, como assim? É uma gota de vida, como se fosse mágica, a máxima extraordinária coisa que existe, a vida! E ele pudesse pensar. Que feliz, e infeliz, seria ele ao mesmo tempo. Apenas gota de vida da sabedoria. Ele não precisaria falar, andar, respirar, não! Apenas pensar. Será que o cachorrinho pensaria quem é ele, para que ele é, para onde ele vai? Mas seria bom se ele tivesse uma boca também. É, precisa falar, extravasar. E uma coisa que ela não poderia ter de jeito nenhum, seria o medo. -Mas a vida, não se baseia em alguns medos?- É, pode ser que sim. Mas queria que ele fosse feliz e não tivesse medo. Pudesse apenas viver, e saber o por quê de se viver. Mas acho que nunca poderia dar esse poder para ele, que tantos homens menosprezam.

Carolina Cancela

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eu apenas sentiria dó de quem amei, mas, felizmente, isso nunca aconteceu com você. Aliás, eu nunca amei você.

Carolina Cancela

sábado, 16 de maio de 2009

O fato de ser não ser feliz não é desesperador.
O que me causa desespero é o por quê que existo.

Carolina Cancela

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A vida é o pior vício de todos. Mesmo que se procure a morte nela, é impossível não se sentir culpado de tentar deixar a coisa mais divina para trás.

Carolina Cancela

Dolo da sociedade

Nessa solidão angustiante, onde os homens esqueceram-nos. Deixeram-nos aqui, ao LEU!
Queria abrir ao meu coração e dizer tudo o que sonhei, e como estou vivendo... Mas senhor, preciso tirar o nó da minha garganta, da minha CABEÇA! Por que não deixas?
Se soubesses tudo que me passa, serias invadido com esse CAOS que me vai estourar o peito. Meu grito será ouvido a quilômetros e serei CULPADO pela consciência divina que me foi concedida. Veja só como tudo é: alguns homens sem mulher, sem amor, sem LIBERDADE! DEUS! Por que nos abandonas, nós que somos tão homens?! Precisamos REAGIR e soltar a agonia interna. Não preciso apenas de Deus agora, preciso de LIBERDADE! Tudo, aparentemente, está bom para alguns, mas não! NÃO! Tudo está se perdendo para as mãos dos cretinos valorizados. Somente a união de nós, menores homens, que irá nos fazer crescer, e não mais sofrer.

Carolina Cancela e Paloma Durante.

sábado, 9 de maio de 2009

Procurando em si

Acho que sou das poucas, aliás, das únicas que encontra felicidade na solidão. Disseram-me que todo o tipo de sentimento acaba sendo egoísta, pelo fato de só sentirmos isso para o nosso deleite, não alimentando a felicidade alheia. Então, sendo sozinho se pode ser feliz, e é errôneo pensar que isso seja egoísta, pelo menos você ama alguém de verdade. Ainda não posso afirmar a alegria por completa em mim, falta algo, só não sei o quê. Não me sinto agoniada, enquanto esse amor não se esgotar, ainda saberei resistir...

Carolina Cancela

Notoriedade eterna

Ainda hei de morrer
E todos saberão quem, verdadeiramente, fui.
Minha cólera amanhecida de todos os dias,
Os sorrisos inventados
                         [saberão

Mas agora, durante a vida,
Somos indiferentes.
Apenas farei o magnífico, delirante
Para que um dia, eu seja inesquecível.

Carolina Cancela.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fostes meu herói

Fostes meu herói
Tua capa corria sobre meu domínio
Obedecia a ti, meu herói.

Isso é um passado,
Quem vem se tornando irreal.
Passado dolorido.

Agora és meu bandido,
Meu ladrão de sorrisos.
Decepção, amargura.

Mas ainda há tempo
De resgatar e fazer
O que sempre quis.

Carolina Cancela

Necessidade

E parece que deles
Mais nenhum há de vir.
A quem se entrega a dor
A receba.

Esgotei-me de tudo.
Deixo-lhe tudo o que quiser
Meu dinheiro, minhas rosas, meu saber.
Deixo-lhe...

Se preferes uma escolha,
Saberei lhe dar.
Se te amo ou te deixo
É culpa do teu desejo.

Mas para quem nunca amou,
Dou-lhe um recado:
Errar é preciso, solidão é imprescindível.

Carolina Cancela
Se for pra deixar de ser, prefiro fazer, e logo, algo notável.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ainda há de existir...

Não tenho tido tempo para pensar. Para respirar. Para viver. Vivo sem tempo pra nada, até me falta alguns minutos a mesa. É sensação de sufoco um trabalhando por outro e outro por outro... Canso-me de ver toda essa gente cansada de viver. Será que de tudo isso se leva alguma recompensa? Ou algo do tipo? Não sei. Ninguém sabe. Nem se importam em saber. A única coisa que importa é enfastiar-se de estar. Viver assim é a tendência. Mas deixe, quem sabe um dia a gente aprende um modo novo de viver...

sábado, 2 de maio de 2009

Ainda é?

E você vem com aquele jeito, entro novamente em desespero por não saber o que mais é, ou se já deixou de ser...

Carolina Cancela