segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alice, no País da Agonia


Acordei feito Alice, assustada com o mundo. Tive sonhos horrendos que me pareciam realidade. Herói estivestes lá. Pela maioria do tempo da minha estória esteve, mas como sempre, desapareceste. Sumiste. Olhava lá de cima, daquele arranha-céu. Via as cordas a te segurar, lembravam-me meu pudor que lhe segura até hoje. E pulavas e dizia-me coisa lindas herói. Senti-me agoniada por não poder lhe salvar. Sumiste. Alice escorregou dentro do buraco. Vi-me dentro de um lugar escuro cheio de roupas de boneca do meu tamanho, ou seria eu que tivesse diminuído? Um tanto quanto estranho foi. Lembrava-me de cada ponto de linha daqueles vestidos, não me eram estranhos. Sai de lá, passei em um lugar onde me seguiam e havia milhares de livros, mas será que era Homero que queria dizer-me algo? Não sei. Homero brilhava aos meus olhos, preciso de ti Homero, homem. Dei mais dois passos e não sabia mais onde estava. Cai em desespero por não saber o que era. Não podia acordar. Não sabia se era sonho. A realidade se confundiu no mesmo instante em que me perdi. É como estou. E então, Alice acordou, atrasada como sempre.

Carolina Cancela.

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