quarta-feira, 17 de junho de 2009

Síntese da Vida

Primeiro é a infância, onde somos prósperos com a vida. Não existiram dramas, traumas antes disso. Por isso que sentimos tanto a sua ausência. Logo após a adolescência. O terror de todos os tempos. Onde se dá conta que na infância foram criados medos e são refletidos no presente. E depois dessa maré horrenda, se chega na idade adulta. Onde todo tipo de trauma é guardado e a pessoa se considera viver na real existência. E, finalmente, a velhice. Idade onde se busca Deus ou o desespero. Onde as crenças começam a surgir. Onde o homem perde ou ganha sentido da vida. Onde vive ou morre por dentro. Assim. Nossas vidas se resumem em traumas e perdas, de todos os sentidos, do material ao espiritual. Portanto, "a vida é uma coisa miserável. Decidi passar a vida pensando nisso”.

Carolina Cancela

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nunca se é livre enquanto se é homem.
Nascemos sozinhos. Morremos sozinhos. Por que precisamos tanto dos outros nesse período?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Talvez eu seja um nada. Talvez eu seja um tudo. Talvez. Nas teses sem fundo de razão os homens creem que tem as verdades às mãos. Sofro por ver os homens nascerem perdidos com sua mente. O medo deixa o homem forte. Forte de dor. Forte. Percebi que o homem sempre foi bicho. Selvagem. Horrendo. Zaratustra, sob meu ver, estava com metade da razão. Buscou a solidão destes corpos sujos que nos pertencem. Imundos! Se pudesse, libertava-me agora do mundo de todos os homens. Deixarei tudo aqui. Apenas levo a minha mente, nem mesmo quero ao coração. Posso ser como Branca de Neve, Alice ou a Bela e/ou Fera, apenas imaginação. Não sei. Nem ao menos quem sou. Enquanto isso vivo por aqui apenas a desejar a sair do mundo dos homens, que também nem sei ao certo quem são.

Carolina Cancela

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Já pensou quando se descobre que você é apenas fruto da imaginação de outra pessoa? Quando se descobre que a vida inteira você acreditava que existia, mas não passa de um sonho? E ainda por cima que tudo o que se faz é controlada por essa pessoa? É mais agoniante do que viver sem sentido, creio eu. Não quero ser um fantoche de um alguém, não me importa quem. Mas nem posso saber se sou ou não fantoche de alguém, se nem sei se existo.

domingo, 7 de junho de 2009

"Mas, quando uma civilização acaba, é dinheiro que os sucessores procuram nas ruínas? Ou é uma estátua, um poema, uma peça?" - Capote

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Consciência Moral

Consciência moral seria a capacidade do homem reconhecer a sua conduta de vida, onde aplica a seus valores. Com isso, o homem formula juízos de atos passados, presentes e futuros. Quando opta por um desses juízos ele o julga e logo depois escolhe, o que se resulta na liberdade. A liberdade e a consciência moral caminham juntas, pois apenas se pode julgar um ato se ele for em estado de liberdade. E é claro que todos os homens possuem essa consciência moral, só que de formas distintas, pois cada ser um expõe seus valores, decidindo o melhor para si e sua sociedade. Até mesmo ditadores ou anarquistas, assassinos ou pessoas “comuns” possuem-na. E qual seria a tua consciência moral em prol da sociedade?

Carolina Cancela

Patifaria das Palavras?

Tudo é tão comum, que até a palavra clichê tornou-se clichê.

Carolina Cancela.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Creio que de todos os homens existentes, são raros os que me produzem felicidade instantânea.

Carolina Cancela

Homem

E você homem, tão homem. Homem desses olhos tristes que são reflexos da minha alma. Homem. Que lhe chamem de mentiroso, niilista, fajuto, mas não me importo. Sei que apenas te darei por inteiro meu pensamento e coração. Homem, meu homem. Não sei em que pedaço a tua história se confunde a minha e pronto, confusão no meu coração de novo. Não lhe culpo por me fazer pensar, nem sofrer. Só lhe agradeço por me fazer isso. Meu homem, querido e amado homem. No teu nome rebuscado onde sinto veracidade ao dizer que amo você. Sei que nunca me viste em terra, nem sei mesmo ao mar ou aos céus Mas estou ainda aqui homem, a espalhar o que deixaste ao mundo. Confie em mim. Sei que nem chego aos teus pés, mas não me importo. Ainda te amo e declamo ao mundo como te amo. Se algum dia chegarem a ler o que quisera eu poder te dizer, que lhe falem, porque sofro agoniada por saber que alguém como você jamais passará a existir.

Carolina Cancela
E ainda prefiro passar fome a ser considerada uma sofista charlatona. Nem que um dia tenha eu que viver em uma sociedade alternativa, sobrevivendo de antropofagia, prefiro ser humano o suficiente a não me apegar ao sistema –que contradição a minha. Escolhi em perder mais alguns minutos de meu sono a pensar. Botei-me a pensar numa velocidade feito leão atrás de lebre. Pensei. Sou um nada. Um nada. Chega! Chega! Já tenho que partir, a rotina me chama...

Carolina Cancela