segunda-feira, 1 de junho de 2009

Homem

E você homem, tão homem. Homem desses olhos tristes que são reflexos da minha alma. Homem. Que lhe chamem de mentiroso, niilista, fajuto, mas não me importo. Sei que apenas te darei por inteiro meu pensamento e coração. Homem, meu homem. Não sei em que pedaço a tua história se confunde a minha e pronto, confusão no meu coração de novo. Não lhe culpo por me fazer pensar, nem sofrer. Só lhe agradeço por me fazer isso. Meu homem, querido e amado homem. No teu nome rebuscado onde sinto veracidade ao dizer que amo você. Sei que nunca me viste em terra, nem sei mesmo ao mar ou aos céus Mas estou ainda aqui homem, a espalhar o que deixaste ao mundo. Confie em mim. Sei que nem chego aos teus pés, mas não me importo. Ainda te amo e declamo ao mundo como te amo. Se algum dia chegarem a ler o que quisera eu poder te dizer, que lhe falem, porque sofro agoniada por saber que alguém como você jamais passará a existir.

Carolina Cancela

Nenhum comentário: