quarta-feira, 10 de junho de 2009

Talvez eu seja um nada. Talvez eu seja um tudo. Talvez. Nas teses sem fundo de razão os homens creem que tem as verdades às mãos. Sofro por ver os homens nascerem perdidos com sua mente. O medo deixa o homem forte. Forte de dor. Forte. Percebi que o homem sempre foi bicho. Selvagem. Horrendo. Zaratustra, sob meu ver, estava com metade da razão. Buscou a solidão destes corpos sujos que nos pertencem. Imundos! Se pudesse, libertava-me agora do mundo de todos os homens. Deixarei tudo aqui. Apenas levo a minha mente, nem mesmo quero ao coração. Posso ser como Branca de Neve, Alice ou a Bela e/ou Fera, apenas imaginação. Não sei. Nem ao menos quem sou. Enquanto isso vivo por aqui apenas a desejar a sair do mundo dos homens, que também nem sei ao certo quem são.

Carolina Cancela

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